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CRM para distribuidora e atacado: os 6 melhores para venda B2B em 2026

Atualizado em 2026-07-16 · por Redação Melhores CRM
Vendedor externo de distribuidora atacadista registrando pedido em CRM pelo tablet dentro de um depósito no Brasil
Resposta rápida: Para distribuidora e atacado, o melhor caminho quase nunca é um CRM genérico: Mercos e MáximaTech lideram porque unem CRM a força de vendas com pedido, tabela de preço por cliente e integração com ERP. Ploomes é a opção para venda B2B com orçamento complexo; Agendor, Kommo e Pipedrive atendem operações mais simples ou centradas em WhatsApp.
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Distribuidora não vende como agência nem como clínica. O cliente compra todo mês, o vendedor visita rota, o preço muda por volume e por carteira, e o pedido precisa cair no ERP sem redigitação. Um CRM que só empilha cards num funil bonito ignora tudo isso — e é por esse motivo que tanta distribuidora assina um CRM famoso e abandona em três meses.

Nesta lista, separamos as ferramentas em dois grupos que se comportam de forma bem diferente na prática. De um lado, os sistemas de força de vendas com CRM embutido (Mercos, MáximaTech), desenhados para venda recorrente, catálogo, estoque e pedido. Do outro, os CRMs de pipeline (Ploomes, Agendor, Kommo, Pipedrive), que servem quando o desafio é prospecção e negociação, não reposição.

Preços citados foram checados em julho de 2026 e podem mudar — ferramentas que cobram em dólar oscilam com o câmbio. Como sempre por aqui: dizemos também para quem cada opção não funciona.

  1. 1. Mercos — o mais completo para distribuidora que vive de pedido recorrente

    O Mercos se posiciona como sistema de vendas B2B, não como CRM puro — e para distribuidora isso é elogio. Além do relacionamento com o cliente, ele traz emissão de pedidos, tabelas de preço por cliente, controle de estoque, e-commerce B2B para o cliente comprar sozinho e integração com mais de 200 ERPs. Os planos partem de R$ 149 por usuário/mês (Pro), com Performance a partir de R$ 199 e Enterprise a partir de R$ 249, todos cobrados em reais.

    Prós
    • Pedido, catálogo, política de preço por cliente e estoque no mesmo lugar — o vendedor não sai do aplicativo para fechar a venda
    • E-commerce B2B incluso: o lojista repõe sozinho, sem depender do vendedor
    • Integração com mais de 200 ERPs brasileiros, o que elimina a redigitação de pedidos
    • Preço em reais, sem surpresa de câmbio
    Contras
    • Não é um CRM de prospecção: quem precisa de funil robusto para abrir clientes novos vai sentir falta
    • Custo por usuário acima de CRMs de entrada como Agendor
    • Recursos de automação de marketing praticamente inexistentes
  2. 2. MáximaTech (maxPedido) — para o atacado distribuidor de médio e grande porte

    A MáximaTech atende mais de 1.300 clientes no atacado distribuidor e é a única com integração nativa com o ERP WinThor, padrão do setor — além de API aberta para outros sistemas. O maxPedido centraliza pedidos e rotina do vendedor externo, consulta preço e estoque em tempo real, aplica as políticas de desconto da empresa e usa IA para recomendar produtos por cliente. Preço é sob consulta, no modelo de projeto.

    Prós
    • Feita exclusivamente para o atacado distribuidor — a lógica de rota, positivação e mix já vem pronta
    • Integração nativa com WinThor e API aberta para outros ERPs
    • Recomendação de produtos por IA com base no histórico de compra de cada cliente
    • Ecossistema completo: força de vendas, logística e trade marketing na mesma casa
    Contras
    • Preço sob consulta e implantação em formato de projeto — não é plug-and-play
    • Exagero para distribuidoras pequenas, com meia dúzia de vendedores
    • Menos flexível fora do universo atacado/distribuição
  3. 3. Ploomes — quando a venda da distribuidora envolve orçamento e proposta complexa

    O Ploomes é um CRM brasileiro voltado a indústrias, distribuidores e vendas B2B consultivas. O diferencial é o CPQ nativo (Configure, Price, Quote): orçamentos e propostas com regras de preço, impostos e margens saem de dentro do CRM. Em 2026 a empresa também opera um módulo de força de vendas para venda recorrente e carteira, com aplicativo para vendedor externo. Contratação é modular, com validação técnica antes do fechamento — o valor varia com os módulos escolhidos.

    Prós
    • CPQ nativo: proposta e orçamento complexos sem planilha paralela
    • Workflows e automação de processos comerciais B2B com profundidade rara em ferramenta nacional
    • Módulo de força de vendas para operação de reposição e carteira
    • Suporte e documentação em português, cobrança em reais
    Contras
    • Modelo modular torna o preço final pouco previsível antes da reunião comercial
    • Curva de implantação maior que a de CRMs simples como Agendor
    • Para quem só precisa de pedido e catálogo, Mercos resolve por menos
  4. 4. Agendor — o custo-benefício em reais para equipe externa enxuta

    O Agendor é o CRM brasileiro de entrada mais citado para times de campo: tem plano gratuito para até 3 usuários e plano pago a partir de R$ 53 por usuário/mês, em reais. Faz bem o essencial — funil visual, histórico de clientes, agenda de visitas, aplicativo com modo offline e mapa de clientes para roteirização. O que não faz: pedido, catálogo e estoque.

    Prós
    • Preço em reais e plano gratuito real para começar (até 3 usuários)
    • Aplicativo móvel com funcionamento offline e mapa de clientes — útil para rota
    • Simples de implantar: a própria equipe configura em poucos dias
    • Suporte brasileiro bem avaliado
    Contras
    • Não emite pedido nem gerencia catálogo, tabela de preço por cliente ou estoque
    • Automações limitadas frente a Ploomes e Kommo
    • Distribuidora que cresce tende a migrar para um força de vendas em 1-2 anos
  5. 5. Kommo — se a sua distribuidora vende (e negocia) pelo WhatsApp

    O Kommo é o CRM centrado em conversas: WhatsApp, Instagram e outros canais caem num funil único, com chatbot (Salesbot) e automação de follow-up. Há caso público de uso em atacado de moda no Brasil, o Moda Center. Planos em torno de R$ 66 (Básico), R$ 110 (Avançado) e R$ 197 (Pro) por usuário/mês no ciclo anual via parceiros — mas a cobrança oficial é em dólar, então o valor em reais oscila com o câmbio.

    Prós
    • Melhor integração com WhatsApp da lista — decisivo para atacado que atende lojista por mensagem
    • Salesbot qualifica e responde clientes fora do horário comercial
    • Funil visual simples, adoção rápida pela equipe
    • Automação de follow-up para não deixar carteira esfriar
    Contras
    • Cobrança em dólar: orçamento em reais varia mês a mês
    • Sem catálogo, pedido ou integração nativa com ERPs brasileiros — exige integrador
    • Menos aderente à rotina de vendedor externo de rota
  6. 6. Pipedrive — funil forte para abrir mercado, fraco para reposição

    O Pipedrive segue sendo referência em gestão de pipeline: quatro planos de US$ 14 a US$ 99 por usuário/mês (anual), interface que vendedor aprende em um dia e um marketplace grande de integrações. Para distribuidora, funciona bem no time de prospecção — abrir novos PDVs, negociar contratos — e mal na operação de reposição, que exige pedido e preço por cliente.

    Prós
    • Pipeline visual e método de venda por atividades: ótimo para caça a clientes novos
    • Implantação rápida, sem consultoria
    • Marketplace amplo de integrações e API madura
    • Relatórios de funil e previsão adequados para gestão comercial
    Contras
    • Cobrança em dólar, sem tabela oficial em reais
    • Nada de catálogo, pedido ou estoque — não substitui força de vendas
    • Integração com ERPs brasileiros depende de terceiros

CRM ou força de vendas: a pergunta que define a escolha

Antes de comparar logotipos, vale separar os conceitos. CRM organiza relacionamento e funil: quem é o cliente, em que etapa está a negociação, qual o próximo passo. Força de vendas organiza a operação do pedido: catálogo, tabela de preço por cliente, estoque, desconto, emissão e envio ao ERP. Distribuidora madura normalmente precisa dos dois — e algumas ferramentas (Mercos, MáximaTech, Ploomes) entregam os dois no mesmo pacote.

Um teste rápido: se a maior parte da sua receita vem de clientes que recompram todo mês, o pedido é o centro do seu processo, e um CRM de funil sozinho vai virar planilha cara. Se a receita depende de abrir PDVs e fechar contratos novos, aí sim o funil manda — e Pipedrive ou Agendor entram na conversa.

O terceiro fator, que costuma ser decisivo no atacado, é o ERP. Pedido digitado duas vezes é erro de estoque, atraso de faturamento e vendedor irritado. Se a sua operação roda em WinThor, a integração nativa da MáximaTech pesa; em ERPs de PME (Omie, Bling, Tiny e afins), o Mercos cobre a maioria dos casos com integração pronta.

FerramentaPreço de partida (jul/2026)Pedido + catálogoIntegração ERPMelhor para
MercosR$ 149/usuário/mêsSim, nativoMais de 200 ERPsDistribuidora com venda recorrente
MáximaTechSob consultaSim, nativoNativa WinThor + APIAtacado distribuidor médio/grande
PloomesModular, sob validaçãoPropostas via CPQ + força de vendasOmie e outros, via módulosVenda B2B com orçamento complexo
AgendorR$ 53/usuário/mês (grátis até 3)NãoLimitadaEquipe externa pequena começando
Kommo~R$ 66/usuário/mês (cobrança em US$)NãoVia integradoresAtacado que vende pelo WhatsApp
PipedriveUS$ 14/usuário/mêsNãoVia terceirosTime de prospecção de novos PDVs

Como decidimos essa ordem

Pesamos quatro critérios na sequência em que doem no caixa de uma distribuidora: aderência à venda recorrente (pedido, preço por cliente, carteira), integração com ERP, custo total em reais e facilidade de adoção pelo vendedor de campo. Mercos lidera porque é a ferramenta que mais entrega os quatro sem projeto de implantação; MáximaTech vem logo atrás porque entrega ainda mais profundidade, mas cobra isso em complexidade e preço sob consulta.

Os CRMs de pipeline não estão na lista por obrigação: estão porque parte das distribuidoras — em especial as que fazem venda consultiva de contratos B2B — se encaixa melhor neles. Se esse é o seu caso, o nosso comparativo Ploomes vs Pipedrive para B2B e o guia de CRM para vendas B2B consultivas aprofundam essa escolha. Quem tem representantes na rua também pode cruzar esta lista com o nosso guia de CRM para representante comercial externo.

Um alerta honesto para fechar: desconfie de qualquer lista que aponte um único vencedor para 'atacado' como se fosse categoria homogênea. Uma distribuidora de alimentos com 40 vendedores de rota e um atacado de eletrônicos com 5 closers no WhatsApp precisam de ferramentas diferentes — e as duas estarão certas.

Perguntas frequentes

Qual o melhor CRM para distribuidora pequena, com até 5 vendedores?
Se a operação é de reposição e pedido, o Mercos (a partir de R$ 149 por usuário/mês) compensa desde cedo pela emissão de pedidos e integração com ERP. Se a prioridade é só organizar clientes e visitas gastando pouco, o Agendor tem plano gratuito para até 3 usuários e pago a partir de R$ 53 por usuário/mês.
Distribuidora precisa de CRM ou de força de vendas?
Depende de onde vem a receita. Venda recorrente (o mesmo lojista comprando todo mês) pede força de vendas, com catálogo, tabela de preço e pedido integrado ao ERP. Prospecção de clientes novos pede CRM de funil. Operações maduras costumam usar os dois — ou uma ferramenta que combine ambos, como Mercos ou Ploomes.
Qual CRM de atacado integra com o ERP WinThor?
A MáximaTech é a fornecedora com integração nativa com o WinThor, ERP amplamente usado no atacado distribuidor brasileiro. As soluções dela também têm API aberta para conectar outros ERPs do mercado.
CRM em dólar vale a pena para distribuidora brasileira?
Só se o ganho de funcionalidade justificar a imprevisibilidade. Kommo e Pipedrive cobram em dólar, então a mensalidade em reais oscila com o câmbio. Para operações sensíveis a custo fixo, ferramentas cobradas em reais — Mercos, Agendor, Ploomes — facilitam o planejamento.

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